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Vida em Marte

Milhões de dólares são gastos para tornar Marte habitável, enquanto milhões de brasileiros vivem na pobreza

Escritório
Brazil

No Brasil, quase 35 milhões de pessoas vivem sem água tratada e cerca de 100 milhões não têm acesso à coleta de esgoto, de acordo com o Ranking do Saneamento, publicado pelo Instituto Trata Brasil. De acordo com o governo federal, existem 6,4 milhões de domicílios que não oferecem moradia digna. Isso significa que uma parcela significativa de nossa população vive em condições absolutamente inóspitas. Por outro lado, todos os anos são investidos bilhões para tornar Marte, um lugar inóspito, habitável. Para alertar a população sobre essa realidade e incentivá-la a exigir providências dos órgãos responsáveis, o Ministério Público de São Paulo está lançando a campanha "Vida em Marte".

MPSP Vida em Marte Port

Com frequência, lemos sobre pessoas e instituições que gastam milhões para tornar Marte habitável, enquanto milhões de brasileiros vivem em condições sub-humanas aqui mesmo, na nossa porta. Essa campanha tem o objetivo de despertar essa consciência social e mobilizar a população para que tome medidas mais eficazes de combate à pobreza.

Sleyman Khodor CCO, VML Brazil

O maior desafio é que temos 6,4 milhões de pessoas que não têm moradia digna no Brasil. Um direito fundamental que possibilita o acesso a outros direitos, como água potável, saneamento básico, educação e saúde, por exemplo.

Nossa inspiração para isso foi perceber que o mesmo cenário em que todas essas pessoas vivem é o mesmo de Marte. Um lugar que não tem eletricidade, moradia e saneamento básico. Mas mesmo a milhões de quilômetros de distância, Marte é um lugar que continua a receber bilhões em investimentos para se tornar um lugar habitável, enquanto as pessoas se esquecem de quem vive no planeta Terra.

A ideia principal é destacar que Marte é Aqui e que todos esses investimentos podem ser feitos aqui mesmo para transformar positivamente a vida de muitas pessoas.

Com relação às repercussões, queremos que os setores público e privado tomem providências e comecem a gastar todo esse dinheiro não apenas em lugares de classe média alta, mas em lugares que realmente precisam dele. Queremos que a sociedade comece a prestar mais atenção e a alocar recursos para que as pessoas possam sair de situações de risco.